O deputado estadual Tião Gomes protagonizou hoje na Assembleia Legislativa o que sempre dissemos por aqui e nos nossos comentários na Rádio Litoral: o que realmente anima e reanima a Política é mesmo a traição.
Parece que, sem traição, a Política não existiria, ou não teria sentido algum. Quando se trata de Política, a coisa mais complicada é se fazer previsões e prognósticos, sejam eles para que lado for.
Não são realmente à toa, as frases "em politica tudo é possível, inclusive nada" e "a Política é dinâmica". Pois é, tanto que, ao contrário de todas as previsões, o presidente da Assembléia para o segundo biênio não é Hervazio Bezerra.
Tudo porque, na última hora, perdido, ao invés de disputar a presidência como garantia, Tião Gomes recuou, se colocou pra vice e, pra seu lugar, indicou Adriano que aceitou e ganhou.
Onde estaria a contrariedade de Tião em decidir tratorar o seu colega do brejo, Hervazio Bezerra? Por quê? E, como se houvesse uma combinação, mais surpreendente ainda foi Adriano imediatamente aceitar.
Pŕa todo mundo, galerias, imprensa e até mesmo (muitos) deputados, uma surpresa. Mas, pela tranquilidade e agilidade, entre Tião e Galdino, parece que não.
O fato é que, como já vinha sendo tido e havido como eleito e até projetado como, na presidência da AL, forte nome para deputado federal em 2022, Hervazio terminou foi bruscamente golpeado por Tião.
E como os golpes mais cruéis são sempre em casa, de amigos e de aliados, é preciso ser muito polido e experiente pra não se sofrer muito, para aguentar o tranco.
Uma coisa é certa, entre ou se envolva com política quem quiser, porque, já que o alvo é o poder e o poder não tem lugar pra todos, alguma novidade haverá de produzir.
Qual? Àquela mesma, antiga e manjada, secular e inesperada "Até tu, Brutus?" Não!
Até tu, Tião?
Nenhum comentário:
Postar um comentário